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O Mundo de Edena 5: Sra

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“A saga dos viajantes espaciais Atana e Stel, de O Mundo de Edena, chega a seu clímax no quinto volume da série, O Mundo de Edena 5: Sra. Esse fantástico lançamento da Editora Nemo narra a sequência da busca de Stel por sua amada Atana, em uma aventura épica que mistura magia e delírio em um universo onírico que só o genial Moebius saberia tecer.

O álbum segue fantástico, brilhante, onírico, como os volumes anteriores. Com um enredo envolvente, prende a atenção do leitor do começo ao fim, despertando a curiosidade para saber qual será o desfecho da epopeia de Stel. Com desenhos belíssimos e um acabamento gráfico de primeira, essa penúltima edição da série comprova a singularidade de um dos maiores nomes das HQs e artes visuais de nosso tempo.”

Precisa falar mais alguma coisa? Moebius foi, e será sempre, um Mestre.

Mais info aqui.

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London Grammar – Strong

A música do London Grammar transcende estilos. O trio pós-adolescente cria trilha sonora, madura, para a Vida.

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La Roux – Trouble In Paradise

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É preocupante quando artistas caem na maldição do segundo álbum. Quando o esforço mais recente, de alguma forma, não consegue atingir a qualidade do trabalho de estreia (leia Hurts e Parallels). Trouble In Paradise é um bom disco, mas não o que se esperava do projeto.

O CD demorou a sair pois Ben Langmaid debandou em 2012 e Elly Jackson segurou a onda até esse ano. Contando com a ajuda de Ian Sherwin e Al Shux, a partir do que já tinha sido feito, ela terminou o trabalho e o disco foi lançado há duas semanas. As “novas” ideias para o som do La Roux deixam de lado o electro/synth pop e, infelizmente, apagam muito daquela criatividade novata de 2009.

Existem bons momentos como: Uptight Downtown, Tropical Chancer e Let Me Down Gently, mas não chegam a sustentar a audição. Pelo menos Jackson conseguiu superar os problemas, ansiedade e pânico, e dar continuidade ao La Roux. Trouble In Paradise está longe de ser esse amadurecimento todo que pintam as críticas internacionais. É um recomeço capenga que não agradará a maioria.

Curioso é perceber que o título escolhido, definitivamente, veio bem a calhar.

[75,00]

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Planeta dos Macacos: O Confronto (Matt Reeves, 2014)

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Planeta dos Macacos: O Confronto, do diretor Matt Reeves, é a continuação do reboot iniciado há três anos em Planeta dos Macacos: A Origem (Rupert Wyatt, 2011). Os produtores conseguiram realizar um trabalho ainda mais satisfatório que o anterior. César, sem sombra de dúvida, é o melhor protagonista dos blockbusters em 2014.

Os efeitos visuais da Weta Digital, desenvolvidos em cima dos macacos, são impressionantes e garantem a total imersão do espectador. O roteiro cumpre bem o seu papel, ainda que o espaço seja limitado. Um porém: teria sido mais surpreendente se um dos assuntos em destaque, sobre a militância em prol dos animais, tivesse ficado no subtexto. Filmes-propaganda têm grandes chances de se tornarem chatos.

Mas felizmente, o mais importante na história é a percepção de César em relação as posturas das espécies ao seu redor. Ao final da sessão é impossível não se questionar como é que macacos ficcionais conseguem refletir sobre conflitos e líderes humanos, os que estão fora da tela, não.

[85,00]

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Kid Cudi – Satellite Flight: The Journey to Mother Moon

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Os melhores discos são descobertos de maneira mais inusitada. Esbarrei em uma música de 2009 do rapper norte-americano Kid Cudi. Day ‘n’ Nite é um hip-hop sem nada muito rebuscado para o estilo, mas foi produzido para grudar na cabeça. Resolvi buscar mais informações depois de duas semanas como uma das mais tocadas em meu MP3 player.

Enquanto navegava pela discografia do cantor na Amazon, logo de início fiquei impressionado com os samples que ouvi do último trabalho do Cudi: Satellite Flight: The Journey to Mother Moon. A curiosidade bateu mais alto e resolvi adquiri-lo digitalmente no iTunes (por enquanto não há lançamento físico). É tão bom quando um artista transcende o estilo que faz (seja qual for sua Arte). Ausente de singles, mas cheio de criatividade, o álbum é para ser ouvido até o fim como uma grande história. Muitos artistas já realizaram esse tipo de proposta e outros tantos falharam… Ele passou com louvor.

Fica até complicado definir para o seu hip-hip o que Kid começou levemente em Man on the Moon: The End of Day (2009), aprofundou em Indicud (2013) e, acredito, chegou ao ápice esse ano. A crítica não gostou (mais limitados do que nunca atualmente) mas o público levou o cantor ao quarto lugar do rank geral da Billboard e em segundo nas categorias de Rap e R&B/Hip Hop. Que bom que as pessoas ainda estão receptivas ao que é diferente.

NOTA: [87,50]

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Tempo do Desprezo: A Saga do Bruxo Geralt de Rívia – Vol. 4

Tempos do Desprezo A Saga do Bruxo Geralt de Rívia - Vol. 4

Chega ao Brasil, pela editora WMF Martins Fontes (Senhor dos Anéis e as Crônicas de Nárnia) o quarto volume da saga do bruxo Geralt de Rívia. Na verdade, o segundo volume do romance iniciado em O Sangue dos Elfos. Afirmo que é a melhor, e mais honesta, obra de fantasia lançada no Brasil em 15 anos. Mais do que recomendado.

Sinopse: Tempo do Desprezo é o quarto livro da saga do bruxo Geralt de Rívia. Geralt lutou contra monstros e demônios por todo o país, mas até ele pode não estar preparado para o que está acontecendo com seu mundo. Há intrigas, divergências e rebeliões por todo lado. Os Elfos e outros seres não humanos vivem sob repressão há décadas. Os Magos brigam uns com os outros, alguns a soldo dos reis, outros simpatizantes dos elfos. E, nesse cenário de medo e desprezo, Geralt e sua amante Yennefer precisam proteger Ciri, herdeira órfã e procurada por todos os lados. Ela tem o poder de salvar o mundo ou, talvez, acabar com ele.

Sobre Andrzej Sapkowski: o autor nasceu em 21 de junho de 1948 na Polônia e é economista de formação. Começou a carreira de escritor em 1996 (informação incorreta pois na verdade foi em 1986), escrevendo contos fantásticos na revista polonesa Fantastyka. O sucesso foi imediato e deu ensejo a uma série de romances sobre o bruxo Geralt de Rívia. O autor recebeu, ao longo de sua carreira, diversos prêmios. Atualmente, Sapkowski mora e trabalha em Lódz, na Polônia.

A Saga de Geralt de Rívia no site da editora.

Imperdível.

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X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014)

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O PASSADO

Rio de Janeiro, em algum dia de 1990… Estava no banco do Colégio Instituto Guanabara (hoje Miguel Couto), na hora do recreio, lendo uma revista mensal dos X-Men. E me perguntando se um dia iria ver aquele grupo no cinema. Comecei a ler histórias em quadrinhos depois de ter visto Batman (Tim Burton, 1989) no lendário América (Praça Saens Peña).

Procurando como louco nas bancas, um jornaleiro (curioso pela minhas indas e vindas) me indicou a Gibimania (saudosa loja especializada da Tijuca). E Marquinhos, dono do estabelecimento – além de me apresentar a história (Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller) em que Tim Burton se baseou para fazer o filme – acabou me perguntando se eu já havia lido X-Men. Junto com a obra do Morcego, aceitei a sugestão e peguei muitos formatinhos da Editora Abril, inclusive a história de Dias de um Futuro Esquecido. A minha edição era a primeira lançada no Brasil: Superaventuras Marvel nº 45 (agradecimentos ao Angelo Maximo por ter me lembrado em uma conversa no Facebook).

O tempo passou e uma década depois, o primeiro filme dos heróis chegava às telonas. Eu, meu pai e minha prima garantimos a primeira sessão no então recém-inaugurado cinema do Shopping Tijuca (ainda no terceiro andar). Devo ter comprado muitas revistas sobre a produção e voltado inúmeras vezes para rever, mas jamais esquecerei a frase que meu pai disse na época: “Quando você coloca uma coisa na cabeça é difícil de tirar.”

O PRESENTE

Dias de um Futuro Esquecido é o grandioso retorno de Bryan Singer à franquia X-Men e não pode ser considerado como reboot. Na verdade, o diretor consegue fazer uma junção equilibrada de todos os filmes sobre os mutantes já lançados e aponta para um novo caminho (a cena pós-crédito deixa isso bastante claro). Ao longo de duas horas e 11 minutos de fita, sem deixar o público descansar, Synger dirige com maestria e se pudesse deixar uma mensagem antes de começar seria algo mais ou menos assim: “Os X-Men, no cinema, são meus.” Pois foi exatamente esse o recado que ele conseguiu passar.

O roteiro de  Simon Kinberg, em cima da sinopse de Jane Goldman e Matthew Vaughn, cumpre o seu papel como seta futura e adaptação, na medida, da obra de John Byrne e Chris Claremont. Não contêm mais subtexto do que X-Men já tem. O que vivemos no mundo hoje é exatamente o que está no filme. O roteiro de Primeira Classe (Matthew Vaughn, 2011) é pouco mais refinado, até por não ter que lidar com outros seis filmes, mas não tem metade do subtexto de Dias de um Futuro Esquecido. A intenção aqui é organizar e otimizar. Algumas peças não encaixam com o que já aconteceu, mas nada que comprometa a experiência. Nem todo mundo lembrará de todos os detalhes (e alguns são melhor esquecer).

As atuações estão excelentes! Os novatos do futuro deram conta muito bem do recado e Hugh Jackman está ainda mais perfeito como Wolverine. Logan aliás, que apesar de ser o protagonista, não rouba espaço de ninguém. Mas a coisa fica grandiosa mesmo, deixando o espectador com falta de ar, é quando James McAvoy, Michael Fassbender, Patrick Stewart e Ian McKellen estão em cena. É inacreditável o trabalho ímpar desses quatro atores. O filme já vale por isso. Contudo, é recheado de cenas que vão fazer qualquer fã de quadrinhos e moviegoers em geral sorrir de um canto ao outro do rosto. Por exemplo, a do Mercúrio é tão espetacular que faltam palavras para descrevê-la.

A fotografia de Newton Thomas Sigel é impecável. Deve ser muito difícil fazer esse tipo de trabalho em algo cheio de efeitos visuais e ainda por cima com 3D, mas nem tanto para alguém que já tem sessenta filmes no currículo! Falando em dimensões, O 3D não é do tipo que joga coisas na sua direção, e sim aquele que tem profundidade. Possibilitou algumas inserções bacanas mas, no final das contas, não é essencial.

E a montagem? Como não deixá-la confusa quando se tem viagem no tempo que vai e volta a todo instante? Apesar de ser bem complicado, John Ottman conseguiu um resultado tranquilamente satisfatório. As duas primeiras partes servem bem a narrativa e o terceiro ato é digno de elogios. Ottman também é o compositor da trilha sonora. Trouxe de volta o tema que escreveu para X-Men 2 (Bryan Singer, 2003) e fez ótimas sustentações durante todo o filme.

O FUTURO

Espero realmente que a acusação de pedofilia em cima de Bryan Singer seja uma mentira para que ele possa dar continuidade a esse grande trabalho. Não adianta fugir (Superman: O Retorno; Jack, o Caçador de Gigantes e etc)… A história dos X-Men voltou com tudo e precisa manter o grande nível depois de Dias de um Futuro Esquecido. Lembrei agora, voltando àquele meu passado de 1989/1990, que fiquei um bom tempo pensando no título. E a conclusão que cheguei na época é a mesma de quando saí do cinema: é genial demais. Tinha mesmo que dar uma história sensacional.

Nota revista: [90,00]

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