Arquivo da categoria: Cinema

Planeta dos Macacos: O Confronto (Matt Reeves, 2014)

poster-caesar

Planeta dos Macacos: O Confronto, do diretor Matt Reeves, é a continuação do reboot iniciado há três anos em Planeta dos Macacos: A Origem (Rupert Wyatt, 2011). Os produtores conseguiram realizar um trabalho ainda mais satisfatório que o anterior. César, sem sombra de dúvida, é o melhor protagonista dos blockbusters em 2014.

Os efeitos visuais da Weta Digital, desenvolvidos em cima dos macacos, são impressionantes e garantem a total imersão do espectador. O roteiro cumpre bem o seu papel, ainda que o espaço seja limitado. Um porém: teria sido mais surpreendente se um dos assuntos em destaque, sobre a militância em prol dos animais, tivesse ficado no subtexto. Filmes-propaganda têm grandes chances de se tornarem chatos.

Mas felizmente, o mais importante na história é a percepção de César em relação as posturas das espécies ao seu redor. Ao final da sessão é impossível não se questionar como é que macacos ficcionais conseguem refletir sobre conflitos e líderes humanos, os que estão fora da tela, não.

[85,00]

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Crítica, Observar

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014)

x-men-days-of-future-past-poster

O PASSADO

Rio de Janeiro, em algum dia de 1990… Estava no banco do Colégio Instituto Guanabara (hoje Miguel Couto), na hora do recreio, lendo uma revista mensal dos X-Men. E me perguntando se um dia iria ver aquele grupo no cinema. Comecei a ler histórias em quadrinhos depois de ter visto Batman (Tim Burton, 1989) no lendário América (Praça Saens Peña).

Procurando como louco nas bancas, um jornaleiro (curioso pela minhas indas e vindas) me indicou a Gibimania (saudosa loja especializada da Tijuca). E Marquinhos, dono do estabelecimento – além de me apresentar a história (Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller) em que Tim Burton se baseou para fazer o filme – acabou me perguntando se eu já havia lido X-Men. Junto com a obra do Morcego, aceitei a sugestão e peguei muitos formatinhos da Editora Abril, inclusive a história de Dias de um Futuro Esquecido. A minha edição era a primeira lançada no Brasil: Superaventuras Marvel nº 45 (agradecimentos ao Angelo Maximo por ter me lembrado em uma conversa no Facebook).

O tempo passou e uma década depois, o primeiro filme dos heróis chegava às telonas. Eu, meu pai e minha prima garantimos a primeira sessão no então recém-inaugurado cinema do Shopping Tijuca (ainda no terceiro andar). Devo ter comprado muitas revistas sobre a produção e voltado inúmeras vezes para rever, mas jamais esquecerei a frase que meu pai disse na época: “Quando você coloca uma coisa na cabeça é difícil de tirar.”

O PRESENTE

Dias de um Futuro Esquecido é o grandioso retorno de Bryan Singer à franquia X-Men e não pode ser considerado como reboot. Na verdade, o diretor consegue fazer uma junção equilibrada de todos os filmes sobre os mutantes já lançados e aponta para um novo caminho (a cena pós-crédito deixa isso bastante claro). Ao longo de duas horas e 11 minutos de fita, sem deixar o público descansar, Synger dirige com maestria e se pudesse deixar uma mensagem antes de começar seria algo mais ou menos assim: “Os X-Men, no cinema, são meus.” Pois foi exatamente esse o recado que ele conseguiu passar.

O roteiro de  Simon Kinberg, em cima da sinopse de Jane Goldman e Matthew Vaughn, cumpre o seu papel como seta futura e adaptação, na medida, da obra de John Byrne e Chris Claremont. Não contêm mais subtexto do que X-Men já tem. O que vivemos no mundo hoje é exatamente o que está no filme. O roteiro de Primeira Classe (Matthew Vaughn, 2011) é pouco mais refinado, até por não ter que lidar com outros seis filmes, mas não tem metade do subtexto de Dias de um Futuro Esquecido. A intenção aqui é organizar e otimizar. Algumas peças não encaixam com o que já aconteceu, mas nada que comprometa a experiência. Nem todo mundo lembrará de todos os detalhes (e alguns são melhor esquecer).

As atuações estão excelentes! Os novatos do futuro deram conta muito bem do recado e Hugh Jackman está ainda mais perfeito como Wolverine. Logan aliás, que apesar de ser o protagonista, não rouba espaço de ninguém. Mas a coisa fica grandiosa mesmo, deixando o espectador com falta de ar, é quando James McAvoy, Michael Fassbender, Patrick Stewart e Ian McKellen estão em cena. É inacreditável o trabalho ímpar desses quatro atores. O filme já vale por isso. Contudo, é recheado de cenas que vão fazer qualquer fã de quadrinhos e moviegoers em geral sorrir de um canto ao outro do rosto. Por exemplo, a do Mercúrio é tão espetacular que faltam palavras para descrevê-la.

A fotografia de Newton Thomas Sigel é impecável. Deve ser muito difícil fazer esse tipo de trabalho em algo cheio de efeitos visuais e ainda por cima com 3D, mas nem tanto para alguém que já tem sessenta filmes no currículo! Falando em dimensões, O 3D não é do tipo que joga coisas na sua direção, e sim aquele que tem profundidade. Possibilitou algumas inserções bacanas mas, no final das contas, não é essencial.

E a montagem? Como não deixá-la confusa quando se tem viagem no tempo que vai e volta a todo instante? Apesar de ser bem complicado, John Ottman conseguiu um resultado tranquilamente satisfatório. As duas primeiras partes servem bem a narrativa e o terceiro ato é digno de elogios. Ottman também é o compositor da trilha sonora. Trouxe de volta o tema que escreveu para X-Men 2 (Bryan Singer, 2003) e fez ótimas sustentações durante todo o filme.

O FUTURO

Espero realmente que a acusação de pedofilia em cima de Bryan Singer seja uma mentira para que ele possa dar continuidade a esse grande trabalho. Não adianta fugir (Superman: O Retorno; Jack, o Caçador de Gigantes e etc)… A história dos X-Men voltou com tudo e precisa manter o grande nível depois de Dias de um Futuro Esquecido. Lembrei agora, voltando àquele meu passado de 1989/1990, que fiquei um bom tempo pensando no título. E a conclusão que cheguei na época é a mesma de quando saí do cinema: é genial demais. Tinha mesmo que dar uma história sensacional.

Nota revista: [90,00]

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Crítica, Observar

Coleção Folha: Grandes Astros do Cinema

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Cinema

Interstellar (Trailer)

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Observar

Star Wars – Episódio VII

star-wars-episode-7-castMark Hamill,  Harrison Ford, Carrie Fisher, Max von Sydow (!!) e etc. Agora é oficial. Contagem regressiva para 18 de dezembro de 2015…

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Observar

Noé (Darren Aronofsky, 2014)

noé

Descaradamente parcial:

É indispensável, quando se é fã de um diretor, entrar no cinema sabendo pouco, ou quase nada, sobre o filme. Notícias sobre bastidores, censura e repercussão do público era tudo que tinha lido a respeito da produção de Darren Aronofsky. Entretanto, a história da Arca de Noé não tem surpresas. E disseram que sua visão era fantasiosa demais (?!). Fui conferir.

Incrementando a narrativa, o diretor e o co-roteirista Ari Handel optaram sim por algumas liberdades ficcionais. Escolhas artísticas deram certo e outras não (como em qualquer filme). O que acontece é que nesta versão, elas ficam bastante equilibradas. São tantas coisas permeando o discurso que fica difícil escrever algo conciso. Por alto:

Sem entrar no mérito da religião (cada uma com seu cada qual), a história foi idealizada com bastante respeito e os radicais não têm sentido algum em seus questionamentos. Os efeitos visuais ficaram excelentes, mas exageraram no CGI. As atuações estavam boas e até me surpreendi com os novatos. A construção do protagonista teve uma abordagem interessantíssima. A trilha sonora do grande Clint Mansell ficou genérica (o que aconteceu??). As explanações textuais são inspiradoras e estamparam lindamente o cinema. Por fim, a montagem – ponto de turbulência entre estúdio e diretor – esquisita. Ainda que, como divulgado oficialmente, Aronofsky tenha vencido a “guerra”. Duvido.

Preciso rever, e de preferência com um novo corte em home video. Mas Noé é o filme que menos gostei do Darren. A inspiração veio do poema de escola e parece que muito daquele Aronofsky criança (indeciso) conduziu o filme. Melhora quando você acha que vai ficar ruim e piora quando você acha vai engatar de vez. A genialidade do diretor ficou apagada. O roteiro confuso… Ser fã é um problema.

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Crítica, Observar

Canal Versátil – Fevereiro de 2014

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Cinema, Observar