Arquivo do mês: maio 2014

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014)

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O PASSADO

Rio de Janeiro, em algum dia de 1990… Estava no banco do Colégio Instituto Guanabara (hoje Miguel Couto), na hora do recreio, lendo uma revista mensal dos X-Men. E me perguntando se um dia iria ver aquele grupo no cinema. Comecei a ler histórias em quadrinhos depois de ter visto Batman (Tim Burton, 1989) no lendário América (Praça Saens Peña).

Procurando como louco nas bancas, um jornaleiro (curioso pela minhas indas e vindas) me indicou a Gibimania (saudosa loja especializada da Tijuca). E Marquinhos, dono do estabelecimento – além de me apresentar a história (Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller) em que Tim Burton se baseou para fazer o filme – acabou me perguntando se eu já havia lido X-Men. Junto com a obra do Morcego, aceitei a sugestão e peguei muitos formatinhos da Editora Abril, inclusive a história de Dias de um Futuro Esquecido. A minha edição era a primeira lançada no Brasil: Superaventuras Marvel nº 45 (agradecimentos ao Angelo Maximo por ter me lembrado em uma conversa no Facebook).

O tempo passou e uma década depois, o primeiro filme dos heróis chegava às telonas. Eu, meu pai e minha prima garantimos a primeira sessão no então recém-inaugurado cinema do Shopping Tijuca (ainda no terceiro andar). Devo ter comprado muitas revistas sobre a produção e voltado inúmeras vezes para rever, mas jamais esquecerei a frase que meu pai disse na época: “Quando você coloca uma coisa na cabeça é difícil de tirar.”

O PRESENTE

Dias de um Futuro Esquecido é o grandioso retorno de Bryan Singer à franquia X-Men e não pode ser considerado como reboot. Na verdade, o diretor consegue fazer uma junção equilibrada de todos os filmes sobre os mutantes já lançados e aponta para um novo caminho (a cena pós-crédito deixa isso bastante claro). Ao longo de duas horas e 11 minutos de fita, sem deixar o público descansar, Synger dirige com maestria e se pudesse deixar uma mensagem antes de começar seria algo mais ou menos assim: “Os X-Men, no cinema, são meus.” Pois foi exatamente esse o recado que ele conseguiu passar.

O roteiro de  Simon Kinberg, em cima da sinopse de Jane Goldman e Matthew Vaughn, cumpre o seu papel como seta futura e adaptação, na medida, da obra de John Byrne e Chris Claremont. Não contêm mais subtexto do que X-Men já tem. O que vivemos no mundo hoje é exatamente o que está no filme. O roteiro de Primeira Classe (Matthew Vaughn, 2011) é pouco mais refinado, até por não ter que lidar com outros seis filmes, mas não tem metade do subtexto de Dias de um Futuro Esquecido. A intenção aqui é organizar e otimizar. Algumas peças não encaixam com o que já aconteceu, mas nada que comprometa a experiência. Nem todo mundo lembrará de todos os detalhes (e alguns são melhor esquecer).

As atuações estão excelentes! Os novatos do futuro deram conta muito bem do recado e Hugh Jackman está ainda mais perfeito como Wolverine. Logan aliás, que apesar de ser o protagonista, não rouba espaço de ninguém. Mas a coisa fica grandiosa mesmo, deixando o espectador com falta de ar, é quando James McAvoy, Michael Fassbender, Patrick Stewart e Ian McKellen estão em cena. É inacreditável o trabalho ímpar desses quatro atores. O filme já vale por isso. Contudo, é recheado de cenas que vão fazer qualquer fã de quadrinhos e moviegoers em geral sorrir de um canto ao outro do rosto. Por exemplo, a do Mercúrio é tão espetacular que faltam palavras para descrevê-la.

A fotografia de Newton Thomas Sigel é impecável. Deve ser muito difícil fazer esse tipo de trabalho em algo cheio de efeitos visuais e ainda por cima com 3D, mas nem tanto para alguém que já tem sessenta filmes no currículo! Falando em dimensões, O 3D não é do tipo que joga coisas na sua direção, e sim aquele que tem profundidade. Possibilitou algumas inserções bacanas mas, no final das contas, não é essencial.

E a montagem? Como não deixá-la confusa quando se tem viagem no tempo que vai e volta a todo instante? Apesar de ser bem complicado, John Ottman conseguiu um resultado tranquilamente satisfatório. As duas primeiras partes servem bem a narrativa e o terceiro ato é digno de elogios. Ottman também é o compositor da trilha sonora. Trouxe de volta o tema que escreveu para X-Men 2 (Bryan Singer, 2003) e fez ótimas sustentações durante todo o filme.

O FUTURO

Espero realmente que a acusação de pedofilia em cima de Bryan Singer seja uma mentira para que ele possa dar continuidade a esse grande trabalho. Não adianta fugir (Superman: O Retorno; Jack, o Caçador de Gigantes e etc)… A história dos X-Men voltou com tudo e precisa manter o grande nível depois de Dias de um Futuro Esquecido. Lembrei agora, voltando àquele meu passado de 1989/1990, que fiquei um bom tempo pensando no título. E a conclusão que cheguei na época é a mesma de quando saí do cinema: é genial demais. Tinha mesmo que dar uma história sensacional.

Nota revista: [90,00]

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Coleção Folha: Grandes Astros do Cinema

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Interstellar (Trailer)

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Gotham – Série de TV

O youtube oficial da série liberou esse first look de Gotham. Com fotografia bacana e premissa com leve influência da maravilhosa série de quadrinhos (Gotham City Contra o Crime), essa produção para a TV pode aquecer em muito a expectativa por Batman VS Superman em 2016.

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A Iara – Uma Lenda Indígena em Quadrinhos

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A lenda da Iara é uma das mais belas do folclore brasileiro. Agora, ela é recontada na HQ A Iara: Uma lenda indígena em quadrinhos, lançamento da Editora Nemo. Escrito e desenhado pelo pernambucano Silvino, o álbum traz uma história de amor e terror, inspirada nas narrativas indígenas brasileiras. Com dinamismo e dramaticidade a cada página, esta versão em quadrinhos reúne um traço moderno e uma história tradicional, abordando um tema ao mesmo tempo muito brasileiro e bastante universal.

Mais um belo lançamento nacional da Nemo.

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