Arquivo do mês: julho 2013

Amor Pleno (Terrence Malick, 2012)

ttw

[80,00]

Não se tem muito o que escrever sobre uma produção de Terrence Malick. Tudo já foi dito e repetido. Ainda que “Amor Pleno” não seja um de seus melhores filmes, isso pouco importa. O diretor, um dos poucos seletos no mundo, continua realizando o verdadeiro Cinema.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Cinema, Crítica, Observar

Dominguinhos

dom

1941 – 2013

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Música, Observar

Vincenzo Cerami

vc

1940 – 2013

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Cinema, Livro, Observar

Dennis Farina

df

1944 – 2013

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Observar, TV

Sebastião Vasconcelos

Wolf Maya, Carlos Magalhães, Ignácio Coqueiro

1927 – 2013

Deixe um comentário

Arquivado em Arte, Observar, TV

O Homem de Aço (Zack Snyder, 2013)

mos

[62,50]

O otimismo era imenso na ocasião do anúncio do filme. Com argumento de David Goyer e Christopher Nolan (Trilogia do Cavaleiro das Trevas) e direção de Zack Snyder, esse hype foi multiplicado pelos posters e sensacionais trailers. Esse Superman tinha tudo para dar certo e se libertar de vez do ano de 1978. Tudo não passou de um alarme falso.

Apesar da boa ideia em ambientar a produção com tom sci-fi, o filme exagera em muitas escolhas. Krypton foi avatarizado demais, algumas justificativas são dispensáveis para um alienígena, o abuso nos efeitos visuais é desmotivante e a destruição no final passou do tolerável. Resolveram seguir a linha da Marvel Studios (que só acertou em “Os Vingadores”)?

O Super-Homem de Henry Cavill é bom, mas peca no carisma.  Amy Adams, Russell Crowe, Laurence Fishburne e Diane Lane estavam apagados. Apesar da ótima atuação, o vilão de Michael Shannon não saiu como esperado. O destaque mesmo ficou por conta de Kevin Costner que quase rouba o filme em uma cena emocionalmente dramática.

Inspirada em Emmanuel Lubezki, a fotografia de Amir Mokri é linda. Já a narrativa não-linear, que tanto funcionou em Batman Begins, faz um desserviço ao filme. Isso prejudicou bastante a montagem de David Brenner. O roteiro de David Goyer é vazio e jamais deveriam ter deixado ele sozinho em algo desse porte. A trilha sonora do grande Hanz Zimmer ficou apagada dessa vez. Faltou criatividade.

Nas adaptações para o Cinema, sejam de teatro, livro ou graphic novel, nunca foi essencial seguir as obras originais. A polêmica decisão do diretor em relação ao viés moral do herói no final, por mais que ele já tenha feito isso nos quadrinhos, está fora da aura de Kal-El que o mundo abraçou. Que “O Homem de Aço” possa, pelo menos, ser o pontapé inicial para o Universo DC no Cinema. Esta é única esperança que fica.

Deixe um comentário

Arquivado em Cinema, Crítica, Observar

Remember Me

Logo1-e1361994707325[90,00]

No início de 2012, enquanto realizava a leitura diária de um fórum sobre cyberpunk, esbarrei no primeiro vídeo de Remember Me. E soube, desde aquele primeiro momento, que se tratava de algo especial. O jogo, ao lado de Watch Dogs, rapidamente passou a ser um dos assuntos mais comentados do tópico. Entretanto, pouco mais de um ano depois, esse entusiamo parece não ter durado. Nem mesmo em grupos especializados nas redes sociais.

Um dia antes do combinado com a Capcom (distribuidora do jogo), o IGN, site especializado em games, soltou sua crítica esmagadora. Daniel Krupa, de forma bastante superficial, deu uma das piores notas do veículo em anos. Enfatizou em seu texto os problemas técnicos da produção. Nesse quesito, suas reclamações até fazem sentido. Mas o impacto de sua opinião sobre os jovens, que não tem senso crítico, já tinha feito escravos.

Como nas críticas de Cinema, em que as pessoas esperam pelo veredito do bonequinho sabe-tudo, os jovens players, que tanto se dizem diferentes do senso comum, preferem deixar que alguém lhes diga o que é bom ou ruim. Reclamam da mídia em geral, embora achem que a especializada é diferente. O ser humano permanece inocente e curioso, não é mesmo?

Ainda bem que existem alguns que se baseiam apenas nas sinopses. São estes que não entenderam o motivo de tanto ódio dos críticos em relação a “Remember Me”. E concluem que a ideia por trás de um filme, game ou livro é o fator mais importante de uma obra. O mundo do entretenimento está entorpecido. Nos games só existe espaço para shooters, zumbis, guerras e RPGs medievais. E isso é muito triste.

A produtora DONTNOD, que trabalhou no jogo por cinco anos, sabia muito bem que o que queria. Uma aventura sci-fi cyberpunk com influência direta do gênero. Um heroína mestiça que rouba e altera memórias em uma metrópole dominada por uma megacorporação. Sem deixar de lado as pinceladas filosóficas e a trilha sonora ambientada para esse tipo de história.

A princípio seria um exclusivo para Playstation 3. Mas a Sony, dentre outras coisas, queria um homem como caçador de memórias. Os criadores não abriram mão e a multinacional saiu do projeto. Os reais motivos (machismo), infelizmente, não foram revelados. Mais tarde, a Capcom abraçou a ideia e as primeiras informações foram divulgadas na Gamescom 2012.

Lançado no dia 4 de junho, “Remember Me” tem, efetivamente, algumas questões que poderiam ter sido diferentes. A mais importante delas é a jogabilidade. A câmera mexe sozinha na hora dos saltos e lutas. O mundo é riquíssimo, mas impede o jogador de explorá-lo. Os detalhes estão lá assim como as barreiras de um jogo linear. Acredita-se que inicialmente tenha sido planejado para ser free roam porque realmente é tudo muito bem feito nesses ambientes que não se pode alcançar. Contudo, o orçamento de finalização da Capcom provavelmente comprometeu uma série de coisas.

Outro ponto é o tamanho do jogo: apenas oito capítulos. Histórias interativas como essa precisam ser maiores. A jornada de Nilin se passa em Neo-Paris e portanto não temos como combater muitos inimigos diferentes. Mas, pelo menos, cada um dos chefes de fase poderiam ter uma dinâmica própria. Ainda no lado técnico, a dublagem tem problemas de sincronia.

Mas como dito antes, e mesmo com os problemas citados, o crucial aqui é a história. A equipe de criação está de parabéns pela ideia do jogo. A ambientação em um futuro distópico, todo o conceito cyberpunk, a trilha sonora magistral criada por Olivier Deriviere, o drama familiar e a filosofia são as únicas coisas que importam. Já pararam para pensar no quão poderoso seria remixar memórias alheias? Mudar a vida de milhões e os problemas que isso poderia acarretar? Seria interferir na ética e no livre-arbítrio de cada ser humano! Tecnologicamente assustador.

RememberMe_MemoryRemixInspirado em filmes como Blade Runner e Strange Days, livros como 1984, Do Androids Dream of Electric Sheep? e Neuromancer, Remember Me é único. E que, me parece, ainda será muito comentado num futuro breve. Até porque agora, Nilin precisa dar um jeito no mundo que, indiretamente, ajudou a destruir.

Remember you soon,

Felipe Boreli

Deixe um comentário

Arquivado em Crítica, Criticar, Games, Observar