Somos Tão Jovens (Antonio Carlos da Fontoura, 2013)

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Realizar um filme sobre a vida de Renato Russo é um enorme desafio. Os fãs, que sempre se renovam, sabem de detalhes íntimos do vocalista da Legião Urbana. A produção na mão de Antonio Carlos da Fontoura parecia nos assegurar de todos os perigos. Mas no final da jornada, não foi isso que aconteceu.

“Somos Tão Jovens” é um filme que falha em vários aspéctos: roteiro, atuação, edição e carinho artísitico. Apesar do esforço de Thiago Mendonça, sua atuação é muito caricata. A montagem do filme é completamente picotada (parece que foi feita às pressas para a TV). Os momentos mais delicados e emocionais, que mereciam uma fotografia e ritmo diferenciados, parecem resultado de iniciante.

Entretanto, a pior escolha ficou para o final. Como Breno Silveira em “2 Filhos de Francisco” (que é um bom filme), Fontoura resolveu colocar um show verdadeiro da banda. É preciso que os cineastas no Brasil entendam a diferença entre ficção e documentário. E a apresentação ainda era a do Metropolitan em 1994 e não a do no Circo Voador em 1985 (como o espectador estava acompanhando).

Ao término da sessão, já saíndo da sala de Cinema, uma menina comenta com os amigos: “Pura falta de respeito“.

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