Arquivo do mês: abril 2011

Caprice – Rain TV

Caprice is a neo-classical ensemble from Russia distinguished by Inna Brejestovskaya’s heavenly voice and acoustic sound (harp, flute, clarinet, violin, cello) with a touch of electronics. All music is composed by Anton Brejestovski.

http://www.facebook.com/capricemusic

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Paramahansa Yogananda

“Esgarçados os véus de luz e sombra,

evaporada toda a bruma de tristeza,

e tendo, como veleiro, singrado para longe

todo o amanhecer de alegria transitória,

Desvaneceu-se a turva miragem dos sentidos.

Amor, ódio, saúde, enfermidade, vida, morte:

Extinguiram-se estas sombras falsas na tela-de-projeção da dualidade.

A tempestade de máya serenou tangida

pela varinha de condão da intuição profunda.

Presente, passado, futuro já não existem para mim,

mas somente o hoje eterno, Eu onifluente, Eu onipresente.

Planetas, estrelas, poeira de constelações, globo terrestre,erupções

vulcânicas de cataclismos do juízo final,o forno modelador da criação,

geleiras de silenciosos raios X, dilúvios de eléctrons

ardentes,pensamentos de todos os homens, pretéritos, atuais,

vindouros,toda folhinha de erva, eu mesmo, a humanidade,cada

partícula da poeira universal,

raiva, ambição, bem, mal, salvação, luxúria,

tudo assimilei, tudo transmutei no vasto oceano do sangue de meu próprio Ser indiviso.

Júbilo comburente, multi-ampliado pela meditação,

cegando meus olhos marejados,explodiu em labaredas imortais de

bem-aventurança,consumiu minhas lágrimas, meus limites, meu todo.

Eu sou Tu, Tu és Eu,

o Cognoscente, o Conhecedor, o Conhecido, unificados!

Palpitação tranqüila, ininterrupta, paz sempre nova, eternamente viva.

Deleite transcendente a todas as expectativas da imaginação, beatitude do samádhi!

Nem estado inconsciente, nem clorofórmio mental sem regresso

voluntário, samádhí estende meu reino consciente para além dos

limites de minha compleição mortal até a mais longínqua fronteira da eternidade

onde Eu, o Oceano Cósmico,observo o pequeno ego flutuando em Mim.

Ouvem-se, dos átomos, murmúrios movediços;

a terra escura, montanhas, vales, são líquidos em fusão!

Mares fluindo convertem-se em vapores de nebulosas!

Aum sopra sobre os vapores, descortinando prodígios mais além,

oceanos desdobram-se revelados, elétrons cintilantes, até que, ao

último som do tambor cósmico,

Transfundem-se os fulgores mais grosseiros em raios perenes de

beatitude que em tudo se infiltre.

Da alegria eu vim da alegria eu vivo,

Em sagrada alegria liqüefaço-me.

Oceano da mente bebo todas as ondas da criação.

Os quatro véus do sólido, líquido, gasoso, e luminoso,

um após outro, suspensos, transpassados.

Eu, em tudo, penetro no imenso Eu.

Extintas para sempre as vacilantes, tremeluzentes sombras da memória perecível;

imaculado é meu céu mental – abaixo, acima e excelsamente;

Eternidade e Eu, um facho de união.

Pequenina bolha de riso, eu

me converti no próprio Oceano da Alegria.”

Autobiografia de um Iogue

Paramahansa Yogananda

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