Parralox – Review

[80,00]

Era 1987/1988…  Lembro da primeira vez que ouvi uma música eletrônica na vida: o videoclip de Music Non Stop do Kraftwerk. Não sei porque, mas a memória desse dia voltou com tudo ao escutar o terceiro álbum de estúdio do Parralox. Não é comparar sons, apesar de eletrônico, ambos têm as caracterísitcas bem definidas.

John von Ahlen, o cérebro por detrás do projeto, é um gênio no que faz. Se a estética deste tipo de música já chegou ao seu limite, o que se pode fazer é voltar e “estudar” tudo aquilo que veio antes. Essa é a única maneira de se continuar fazendo música eletrônica decente nos dias de hoje. Quase ninguém está conseguindo isso.

Metropolis mantém facilmente o nível dos discos anteriores. Quem tiver background musical, ao ouvir o trabalho da dupla australiana, achará aqui e ali as respeitosas homenagens. Estas transformam “originalmente” o som do Parralox.

Ao mesmo tempo em que isso é um “mal” pequeno: muitas idéias na cabeça para um único CD. Entendam, o cuidado com a produção de cada faixa é exata. Atmosfera ímpar. Mas no final, o que se percebe, é uma sutil “confusão” sonora.

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