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Primeiro de tudo é preciso parabenizar a Paramount Brasil por ter disponibilizado pré-estréias no Rio de Janeiro e São Paulo. Que essas cópias possam ser exibidas em outras cidades do país nas próximas três semanas. Será injusto com os fãs da série caso isso não aconteça.
É bastante difícil realizar algo que agrade todos os tipos de público. Mas J.J. conseguiu isso mais uma vez. Além da Escuridão tem o verdadeiro pedigree dos anos 80 (Super 8 é vira-lata). Aqueles filmes tão rasos como uma piscina de plástico, mas que as histórias nos falavam à essência.
Se o roteiro tem seus problemas, ainda que o diretor tenha a oportunidade de consertá-los, a culpa não deve ser de Abrams. Ela recai sobre Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindelof. Muito criticado por Cowboys & Aliens e Prometheus, Lindelof parece que gosta de comer mosca na hora do polimento.
Em um dado momento, uma situação é dada de mão beijada para a equipe. Em um outro, a resolução de um problema era mais simples do que apresentado. E o destino de uma personagem poderia ter sido mais significativo e dramático. Mas a experiência de ver esse filme no Cinema, da forma como ele foi conduzido, consegue deixar esses equívocos menos importantes.
É um universo rico e querido por milhares de pessoas. As relações da tripulação, as viagens espaciais e os aprendizados… Tudo isso acaba de ser contretizado por, pelo menos, mais 47 anos! Uma pena que o diretor não estará no leme quando o estúdio der o pontapé inicial na pré-produção do terceiro filme. Que a Paramount tenha bom senso na hora de bater o martelo.
Seja lá quem for o próximo capitão da franquia, ele precisa respeitar os últimos frames deste filme. Pelo que Kirk e sua família já passaram até agora: de forma ainda mais emocional dessa vez, em velocidade de dobra, a Enterpise parte rumo as fronteiras do espaço sideral. Arrepiante.




